Por Patrícia Buarque
Você já se identificou com essa situação?
Já percebeu como há dias em que tudo parece estar bem, mas basta pensar naquela dor que nos aflige, e de repente, tudo desmorona? Por que isso acontece?
A verdade é que, muitas vezes, tentamos esconder nossas emoções de todos, utilizando máscaras e recorrendo a refúgios externos como bebida, fumo, drogas, compras compulsivas, alimentação excessiva, saídas noturnas, sexo, entre outras formas de escapismo. Mas o corpo
sente e reage às agressões cometidas contra ele, independentemente do comportamento que adotamos para fingir que não estamos sofrendo.
Quando não falamos conscientemente sobre nossas feridas emocionais, o corpo se encarrega de expressar o que tentamos ocultar.
Infelizmente, esse comportamento é aprendido desde a infância. Fomos ensinados a reprimir sentimentos, ouvindo repetidamente frases como: “segura esse choro”, “que feia essa cara emburrada”, “não tem motivo para ficar triste”, “vão te achar bobo”, “você já é grande”, e assim
por diante.
Quando não aprendemos a expressar corretamente nossas emoções e somos reprimidos ao tentar fazê-lo, essas emoções se tornam confusas para nós. Não conseguimos nem definir o que é tristeza, alegria, raiva ou medo de forma coerente. É comum ouvirmos alguém dizer:
“não estou legal hoje” e, ao perguntar o que essa pessoa sente, recebermos a resposta: “não sei, só sei que não estou bem”.
Identificar o pensamento pode ser um guia para esse aprendizado. Toda emoção surge após pensarmos sobre um fato ou uma imaginação—seja uma experiência já vivida, algo que ainda está por vir, ou até mesmo um medo irreal (ansiedade). Existe um caminho para essa libertação, e ele se chama AUTOCONHECIMENTO.
Falar é terapêutico, é libertador!
Conheça a si mesmo para curar as feridas que estão guardadas na sua alma e aprenda a viver de forma mais plena.
Patrícia Buarque
Especialista em Gestão Emocional, dedicada ao desenvolvimento de pessoas, liderança, Mindfulness, relacionamento interpessoal e saúde mental.