Por Patrícia Buarque
“No fundo o que todo mundo deseja é encontrar um meio de sentir a experiência de estar vivo”
Por que falar de SÁUDE MENTAL logo na entrada do ano?
As festas de final de ano trazem sempre a esperança de que algo vai mudar, mesmo para os mais pessimistas. Alguma luz se acende em meio à tantos votos de felicidade, em meio à tantos abraços e presentes; alguma luz entre as milhares que vemos em dezembro, mesmo que inconscientemente, acaba fazendo renascer a vontade de que algo mude, de que algo aconteça e que “talvez” – eu, você, nós, possamos conhecer esse renovo que tanto é falado, não é mesmo?
O grande problema é que sonhar sem estabelecer metas e ter um plano de ação, é uma frustração imensurável. Imagine uma flecha secundária do sofrimento psíquico de ter um sonho sem uma meta, logo, vem a certeza de um desalinhamento pessoal sem precedentes.
Como saber aonde quero chegar se eu nem sei “Quem eu sou hoje?”
Essa é uma pergunta que consome e traz emoções negativas como tristeza, raiva, medo, angústia, vergonha e muitas outras emoções. É por essa razão, que é um período em que muitas pessoas se encontram fragilizadas, precisando de acolhimento, escuta, e, sobretudo, cuidar da saúde mental. Não é coincidência perceber um aumento significativo na minha agenda, assim como, milhares de outros profissionais que cuidam de saúde mental e autoconhecimento. Percebo na fala angustiante das muitas vidas que Deus coloca no meu caminho as inúmeras e imparáveis inquietações que marcam esse início de ano.
Descobri no mestrado da vida que as pessoas não buscam um sentido para a sua vida, mas sim, a plenitude de sentir a experiência de estar vivo, pois se percebem, mesmo lutando para mascarar suas dores mais profundas, seus fantasmas psíquicos que não estão pertencendo a algo maior, e isso, traz uma sensação irrefreável de um vazio existencial.
Nessa perspectiva, iniciar o ano buscando se autoconhecer, aprender a reconhecer seus pensamentos automáticos, questionar e validar suas crenças, pode diminuir significativamente o número de pessoas que estão sofrendo de depressão e ansiedade nos últimos tempos.
Eu costumo dizer para todas as pessoas que passam por meu caminho: o mais relevante não é somente entender “quem somos hoje”, pois neste contexto somos adaptáveis através das experiências da vida. O grande segredo, a chave para plenitude tão sonhada está em: olhar para dentro e reconhecer a sua essência, “descobrir o que precisa ser reconhecido e despertado, (estou falando do que já existe dentro de você). Desta forma, vamos viver e não apenas sobreviver frente as impermanências da vida.”
Patrícia Buarque
Especialista em Gestão Emocional, dedicada ao desenvolvimento de pessoas, liderança, Mindfulness, relacionamento interpessoal e saúde mental.